segunda-feira, 8 de junho de 2009

MP3 torna audição de jovens igual à de pessoas de 60 anos

Há cada vez mais adolescentes portugueses com graves problemas de surdez. Os médicos garantem que muitos dos casos se devem ao uso exagerado de aparelhos para ouvir música. Peritos alertam para a necessidade de limitar o volume e de lançar campanhas de sensibilização na escola. Há cada vez mais jovens a procurar ajuda médica por apresentarem um nível de audição muito fraco, igual ao de uma pessoa com 60 anos. A causa é conhecida: ouvir música no MP3 com um volume muito elevado.
Para contrariar esta tendência, os médicos defendem que os fabricantes produzam aparelhos com limitadores de volume e a inclusão de um folheto com alertas para o risco de surdez em caso de uso prolongado. A surdez é irreversível e pode afectar entre 2,5 e 10 milhões pessoas em toda a Europa, segundo um relatório divulgado em Outubro.

(…) João Marta Pimentel, presidente da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia, explica que os aparelhos de MP3 têm um sistema que limita a fuga de som, por isso, a intensidade que atinge o ouvido interno é muito maior. "Dá-se uma fadiga das células auditivas, o que faz com que os jovens aumentem ainda mais o volume, levando assim à surdez", diz o médico. João Paço, otorrinolaringologista, alerta: "O uso e abuso de MP3 faz com que jovens tenham um envelhecimento da audição igual a uma pessoa com 60 anos." Daí que o clínico defenda a inclusão de "um folheto informativo com os riscos e a explicar as complicações decorrentes da falta de audição". (…)

O relatório encomendado pela Comissão Europeia foi bastante claro: quem ouvir música acima dos 80 decibéis, durante uma hora, todos os dias, tem uma grande probabilidade de ficar surdo após cinco anos. João Marta Pimentel ressalva que "depende muito da susceptibilidade de cada um ao ruído". No entanto, não esconde que "têm aparecido cada vez mais jovens nas consultas com problemas auditivos".
O facto de estes aparelhos serem utilizados na sua maioria por crianças e jovens aumenta os riscos, uma vez que são os menos informados e atentos aos perigos, segundo os médicos. Neste sentido, os médicos contactados pelo DN (diário de notícias) defendem a realização de uma campanha de sensibilização nas escolas. Também as associações de pais estão preocupadas com o uso generalizado de MP3. Ainda que seja proibido durante as aulas, é cada vez mais comum ver as crianças e jovens acompanhadas por este aparelho. A educação e o uso moderado devem ser as apostas. (…)

(Fonte: DN)

Quando o tacto está "avariado"

Hipersensibilidade e hiposensibilidade: duas formas de "tacto avariado".

Hipersensibilidade: sentir em demasia, porque os receptores estão demasiado apurados. Um simples aperto do mão pode ser causa de dor.

Hiposensibilidade: não se sente nada, ou parcialmente, porque os receptores foram destruídos (pelo fogo, por exemplo), ou não estão a funcionar correctamente, ou ainda como consequência de alguma doença (como a diabetes).

terça-feira, 19 de maio de 2009

Entrevista

Entrevistamos o senhor Eduardo Silva, que perdeu o sentido do olfacto e nos deu pormenores.

1. Como perdeu o olfacto?
Num acidente de viação há 6 anos.

2. Como se detectou essa perda?
Numa fase inicial não foi detectado, devido à gravidade do acidente, mas posteriormente reparei que não sentia qualquer odor nas plantas, fui ao médico e este confirmou a perda do sentido.

3. Que tratamentos foram ou são feitos?
Apenas se fizeram testes durante algum tempo para confirmar.

4. Que tipo de operação seria feita?
Não sei.

5. Porque é que os médicos não aconselharam a operação?
Porque não davam certezas de eficácia, e também provocaria deformações a nível facial.

6. Como foi perder o olfacto?
Difícil, porque o verdadeiro valor do sentido só se dá após a perda do mesmo.

7. Acha que os outros 4 sentidos estão mais apurados?
Sim, talvez o paladar.

8. Preferia perder outro sentido ao invés do olfacto?
Não, mas este é realmente importante. Se tivesse de escolher um dos 4, escolheria o paladar.

9. Dá mais valor ao olfacto do que antes?
Sim, sem dúvida, nunca se está preparado para perder um sentido.

10. Consegue descrever a experiência de "cheirar sem cheirar"?
Sentir, imaginar, procurar.

domingo, 17 de maio de 2009

Sentido virtual

Nova tecnologia simula o tacto através do computador

2008-04-14

Uma nova técnica, conhecida como haptics, reproduz o sentido do tacto em computadores e telemóveis por meio de comandos eletrónicos, permitindo sentir as propriedades físicas e os movimentos dos objetos representados na tela.

No mês passado, a Samsung lançou na Coreia do Sul um telefone celular touch screen, como o iPhone. No entanto, ao pressioná-lo, o usuário tem a sensação é a de estar apertando teclas convencionais, daquelas que se movem.

Quando utilizada em computadores, a nova técnica tem inúmeras funcionalidades. Permite, por exemplo, que um jogador, numa cena de luta, sinta os golpes ou tiros que a sua personagem recebe na tela no local exacto do corpo onde eles foram desferidos. Para isso, basta estar equipado com um colete especial.

(Fonte: Opinião e Notícia)

Tacto: o primeiro a desenvolver-se

Sabe-se que no interior do útero, o feto reage ao toque, mostrando que possui o sentido do tacto, porque afasta-se da placenta no início da gravidez e mais tarde volta para junto dela.

Ao nascer, o bebé reage instintivamente ao toque, agarrando qualquer coisa que for colocada na sua mão e mostra reflexos de mamar quando se acaricia a sua face. A maioria dos bebés reage com prazer ao calor, à maciez e pressão suave, e esse conforto de contacto é uma necessidade essencial desde o instante do nascimento.

Quando a criança completa o seu primeiro ano, o tacto já está bastante desenvolvido e pode reconhecer um peluche apenas pela sensação que ele lhe causa.

Que querido, não?

sábado, 16 de maio de 2009

Aqui está uma pergunta feita oftamologista Fernando Bívar, numa entrevista para o Correio da Manhã, a 25-10-2002:

"(...)
Ruben Duarte - Há grandes diferenças entre uma pessoa que nasceu cega e outra que viu num curto pedaço da infância?

Fernando Bívar - Numa pessoa que tinha visão e que a perdeu, as áreas da memória visual vão ser utilizadas na área sensitiva, pelo que existe uma maior percepção do mundo exterior. Um cego, para falar sobre o mundo exterior, não fala as imagens mas das suas vivências: fala do que fez, do que aconteceu... Diria que a visão é um órgão de luxo, um tele-sentido, porque podemos viver perfeitamente sem ele. Para mim, o sentido mais importante é o tacto, que é algo que vem desde nascença. Mais tarde, se uma pessoa cega, acaba por usá-lo, assim como à audição, para colmatar essa falha.
(...)"

Bem, até ao momento, na nossa sondagem, 84% votaram na visão como sentido mais importante e 15% votaram no tacto.

Pedimo-vos que continuem a votar!